Me esvazio e me livro, aos poucos, do que sobrou de você. Percebo que não é que não tenha dado certo, percebo que simplesmente, não foi.
Nada mais restou a não ser pequenas cicatrizes que você deixou quando passou. Formei em você uma falsa imagem. Formei, desenhei e descrevi a imagem do meu estereótipo. Tolo sou e fui. Meu estereótipo nada mais é do que minha própria imagem com cabelos grandes.
Pratico quase que diariamente a atividade de procurar nos outros, o que sou por dentro. Essa seria a maneira quase perfeita de afastar: não o que procuro, mas o que preciso.
Não quero pedir muito, mas gostaria que você não fosse uma caixa de pandora. É extremamente cansativo abrir caixas e mais caixas sem encontrar o que de melhor há em você.