terça-feira, 28 de junho de 2011

forever ago

Por questão de paciência e de saber esperar que nada da certo. Você trava, não vai e as coisas não vem. Simples questão de acomodar e esperar que o melhor aconteça. Falsa tentativa de ser otimista: o pior (quase) sempre vem mais fácil. Ele vem, não vai. Ele fica, não esvai. O que fica te deixa impregnado, ou, até mesmo, acostumado. Vem quando não deve vir e vira sua erva daninha particular.
Toma conta e faz querer. Querer que tudo realmente pare, querer que tudo se torne lento e o mundo acabe. Você cria seu mundo onde ninguém tem acesso. Ninguém. "Não perturbe" e "Cuidado, cão bravo" são placas que deixo estampada na minha cara quando dou falsos sorrisos e finjo que esta tudo bem. Falso sorriso esse que, ultimamente, virou constante. Aprenda que a vida sempre vai te dar menos do que tu pretende ter e viva com menos (eu disse menos, não nenhuma) decepção.

terça-feira, 14 de junho de 2011

sonho à dois

Talvez eu esteja vivendo um sonho e não saiba. Não, não quero ninguém pra me beliscar. Eu simplesmente não quero acordar.
É inexplicável, tudo, absolutamente tudo, até você. Veio de onde eu não sei e foi parar na minha cabeça, em todos os meus pensamentos. Não quero que acabe, não mesmo. Quero viver nesse eterno coma onde tenho você como personagem principal.

Se for me acordar, me acorde com um beijo no ouvido. Me acorde dizendo que você esta aqui e que é a sua mão que encontra-se repousada na minha.

sábado, 11 de junho de 2011

texto6.txt

Você se crucifica e se culpa por coisas exteriores. Olha, deixa fluir, deixa acontecer e, lógico, tente não ficar parado. Tenha perfeita consciência que a vida é muito maior do que te dizem.
A vida é gigante e, ao mesmo tempo, muito pequena. Depende apenas de quem a faz. Confesso que é muito mais fácil dizer que a vida é injusta, que nada da certo e se render ao sereno mundo da culpa mas, como sempre, não é toda hora que o mais fácil é o melhor. Aliás, grave uma coisa: o mais fácil nunca é o melhor. Até porque, como diz o velho ditado popular, o que é bom nunca vem fácil e, se vem, vai mais fácil ainda.

Se esforce, sinta e lute. A vida pode ser muito maior do que você.

terça-feira, 7 de junho de 2011

(+)Dor(-)Amor

Me perdoe, minha flor, por eu querer-te sempre bem. É uma preocupação e uma vontade de te ver feliz que às vezes parece que, na verdade, eu te quero pra mim. Não é isso, juro que não é. Nossa história nunca deu certo. Ou deu e nem sabemos, enfim.
Quero que te cuide, que viva, que termine de viver o que começou comigo.

Esses dias eu estava lendo suas cartas (ainda tenho todas). Não vou falar que ri das coisas que li, não ri. Talvez eu estivesse bebado demais pra isso. Eu bebo pra esquecer, pra lembrar, pra viver mais.
Minha vida anda tão parada ultimamente... Sem novos amores, sem novas dores, sem novas aegrias ou, até mesmo, novos amigos. Talvez a coisa mais nova que eu tenha são as coisas não tão novas se tornando velhas. Pensei em criar uma coleção (além da coleção dos pedaços do meu coração) pra tentar me destrair um pouco. Ouvi dizer que ocupar-se com coisas não tão legais faz bem.
Eu discordo, se fosse assim o amor faria bem. Pois é, olha que coisa patética: eu, que tanto gosto de amar, falando que amor não é tão legal. Perdoe-me quem ama e quem acha isso maravilhoso, mas, na verdade, quando você sofre demais, deixa de ser legal. Amar é lindo, é gostoso, é realmente maravilhoso... Pena que machuca. Machuca quando é bom, quando é ruim.

Acredite meu amor, amar demais também machuca.

sábado, 4 de junho de 2011

texto1.txt

Cá estou eu: no meu quarto, com frio e sem amor.
Meu amor se foi, se foi pra muito longe. Ou as vezes nem existiu.

Não adianta querer, poder ou necessitar, eu simplesmente não tenho. Não tenho porque não era pra ser, porque o certo ainda não chegou. Pois é... se vai chegar é outra história.
Talvez eu não precise disso, de uma história. Talvez eu precise de uma estória. Talvez eu precise viver uma fantasia, um conto de fadas, pra voltar até a realidade. Minha realidade. Realidade essa que é irônica. Muito tive e, hoje, nada tenho.
Será que eu realmente tive? Devo estar confundindo ter com possuir. Acredite, a diferença é maior que o mundo.