terça-feira, 17 de maio de 2011

descaso do acaso

To aqui com meu cobertor e com o meu chá, cadê você? Me prometeu mundos, paraísos e infernos, pra que? Olha, não sei quando a gente começou a se perder e, sinceramente, não sei nem quando começamos a nos achar. Foi ao acaso do descaso do destino. Quis ele, assim, fazer tudo diferente do meu plano, dos nossos.
Meu frio não é externo, é interno. O motivo é óbvio: o frio toque dos seus dedos tocaram meu coração de tal forma que foi alastrando-se como ervas daninhas. Confesso que me alimento de utopias. Utopias essas que me fazem crer e acreditar que, um dia, existirá amor. Utopias essas que me fazem acreditar que, quase sempre, não passam de utopias.

terça-feira, 10 de maio de 2011

texto100.txt

Olha, eu não sei porque mas eu sinto uma falta insaciável de você. Sinto falta do seu toque, do seu beijo, do seu jeito e da sua voz. Sinto falta do seu carinho e até mesmo do seu mau humor.
Queria, daria e viveria tudo de novo. Seria quase que perfeito ter você comigo na mesa de jantar. Seria quase que perfeito reclamar do meu dia e ouvir você reclamar da sua vida no sofá da sala. Seria perfeito te abraçar ao abrir a porta depois de um dia pra lá de cansativo.

Maravilhoso ter você como minha nicotina. Me consome, me vicia e me chama. Não me desprendo de você por nada no mundo, nem por um vício melhor -que não existe.
Olha, esquece isso tudo. Chega sua cadeira pra perto de mim e desfaz esse bico. Você não tem ideia de como fica linda com ele... Descruza esse braço e para de sacudir essa perna. Você não tem ideia de como fica charmosa assim. Ouviu a foto mental que tirei de você assim? Ouviu, eu sei que ouviu, você sempre ouve. Terei essa foto desse momento mágico guardado na minha cabeça caso eu ache que tudo esteja perdido.
Ah, isso! Esse sorriso que eu queria ver. Lindo, perfeito. Você: linda, perfeita.

por tudo e por você

É uma vontade de amar, de me apaixonar e de ser feliz que, as vezes (sempre) nem eu sei explicar. As respostas são inúmeras: vai de burrice até a grande quantidade de filmes de romance que eu faço questão de assistir e absorver.
Vou continuar tomando porrada, socos e pontapés. Vou continuar crescendo.
Pouco me importando com todas as consequências que isso me trouxer. Mentira. Sofro calado e com um falso sorriso no rosto justamente pra não repararem o quão infeliz eu sou e me torno. Não gosto de sentir pena, mas coitado do meu coração.
Meu unico consolo é pensar que, um dia, serei recompensado por tudo e por você.

sábado, 7 de maio de 2011

isso basta

Eu pouco me importo com o seu não gostar e o seu desdenho. Pouco me importo pro seu orgulho e para os seus defeitosVejo-os como neblina que vem durante as manhãs de inverno: trazem frio mas também nos trazem a beleza do orvalho nas folhas. Sabe, pouco me importo com o seu pensar e o achismo de terceiros. Não ligo para terceiros ou quartos ou quintos, não ligo!
Que faço, morena, pra te ter do jeito certo, do jeito afável. Pouco me importo pra tudo.
Eu te gosto e isso basta.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

nada que é nada, nada que é tudo

Outrora, antes de dormir, eu pensaria em nada. Hoje em dia, bem, continuo não pensando em nada. Não da mesma forma e intensidade, mas de um modo geral. É complicado explicar do jeito que eu realmente queria, mas veja bem: Sabe quando você pensa em absolutamente tudo e esse tudo fica tão confuso que se transforma em nada? Então...
Não entendeu? Olha, imagina que você ta em uma fila de banco cercado por um silêncio quase que saudável. Esse seria o verdadeiro nada. Agora imagina que todos comecem a falar ao mesmo tempo e esse 'nada' se transforme em um monte de vozes e você não entenda absolutamente nada. No fim, é praticamente a mesma coisa. Muitas vozes, pouco entendimento.
Posso dizer que é mais ou menos assim que tem sido: muitos pensamentos, nenhum fixo, nenhum entendimento. Sabe, as vezes eu queria um só pensamento. Que não seja um, mas que seja cada um no seu devido momento.
Queria fugir, ir pra longe. Injustiça só super herói poder voar. Infinitos lugares para onde eu iria apenas pra fazer nada.

Vou criando aos poucos um mundo totalmente meu, onde eu possa voar, ir pra longe e, até mesmo, ser feliz.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

máscaras, falsos sorrisos, falsas perspectivas

Eu vou continuar sofrendo por amor até os meus noventa e tantos anos. Vou continuar sofrendo por amor mesmo sem amar. E, com isso, eu vou chorar mesmo sem ninguém saber. Chorar em um canto, em uma praça, em um deque ou até mesmo na minha cama. Podem rir, não me importo. O pensamento de vocês: -"Não tem vergonha disso?". Não, não tenho. Teria vergonha de não amar, de não me envolver, de não me apaixonar.
Ilusões atrás de ilusões é o que passo tentando me encontrar em outra pessoa. Ou não, talvez eu esteja, aos poucos, crescendo pra me tornar alguém que realmente vá aprender a amar e ser amado de uma forma sincera. Isso se, até lá, eu ainda acreditar em sinceridade.
Procuro de diversas formas omitir, esconder e negar esse meu lado -que na verdade é um ponto fraco. Criar máscaras, falsos sorrisos e falsas respostas virou rotina, virou defesa. E não me venha você me chamar de falso! Mesmo atrás de tantas barreiras, até o meu lado mais frio e insensível ainda é capaz de amar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

desapego vão

Nessa profunda proposta do desapego que eu me afundo. Completamente vã, toda e qualquer tentativa de tirar o seu sorriso da minha cabeça. A estratégia foi equivocada. O desapego transformou-se em saudade. A saudade, por sua vez, transformou-se em solidão. Não de mim, mas de você. Difícil explicar e até mesmo compreender.
Te tenho hoje ao meu lado sem poder te ter, já viu sensação pior? Acredito (apenas para ser meu conforto) que vá voltar de forma mais bonita e intensa. Talvez tenha te perdido ontem, ou então venho te perdendo ao longo do tempo. Isso realmente não importa e nem era pra importar, não pra mim. Talvez o problema seja inteiro meu por me lembrar do dito e feito na tarde em que eu morri pra você. Morri de forma unica e épica: morri com você ainda me amando. Não te culpo. Você me matou antes que morresse -o que aconteceu, de certa forma.
Hoje é como se eu vivesse pro vão. Nada que tenha mudado muito, já que enquanto te tive te tratava da mesma forma. A diferença era unica e simples: eu te tinha.

domingo, 1 de maio de 2011

chaveiro vazio

Pode ser que com o tempo a gente cresça, por dentro e por fora. Sou muito novo pra querer me perder nesse labirinto que muitos chamam de amor. Eu teria que ter vontade de seguir uma estrada reta, sem curvas e sem imprevistos.
A falta de amor me machuca. Não a falta do meu amor (esse tenho de sobra) mas a dos outros. É nessa falta de respostas que me perco cada vez mais em um labirinto -que já não sei nem por onde entrei. Imagine que você esta em um apartamento vazio, porém, com plena consciência de que o prédio esta cheio. Não entendeu? É como se você não tivesse a chave (solução) para sair da sua própria casa (solidão).