sábado, 20 de agosto de 2011

Amador

Falaram-me uma vez que amor bem amado é aquele que não tem sofrimento. Calei-me. Suspirei, afinal, sabia de algum modo que aquilo servia pra mim. Perguntei o que era um amor bem amado e falaram que era um amor onde só existia sorrisos. Levantei e sai.
To andando até hoje conversando eu-com-eu-mesmo e tentando me convencer que não era pra ser assim. Se não era, por que é? Antes não fosse. Antes não houvessem sorrisos ou lágrimas. Antes fosse apenas uma visão.
É de tanto andar que a gente encontra dois caminhos para escolher.

Eu sempre escolho o caminho errado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sem gelo, por favor

E é olhando uma foto sua que percebo que eu tinha de tudo pra ser feliz. É lendo suas cartas, já rasgadas, que percebo que fiz a burra e estúpida questão de jogar minha felicidade fora.
Fantástica e divina fábrica de arrependimentos que se tornam nossas atitudes. Cada palavra não dita se tornaria a melhor solução tomada. Cada palavra cuspida, se torna a mais equivocada decisão. Pergunto-me se foi alguma errônea decisão tomada por mim, somente, que me fez estar aqui: de roupão, com um copo de uísque e sentado diante da minha escrivaninha escrevendo essa falsa súplica de perdão -que nem eu sei pra quem é.
Olhar pra janela deixou de ser uma alternativa. Não me interesso em ver trânsito e brigas de rua na porta dos bares. Mentira. Minha cadeira fica de costas para a janela e me falta vontade de virar para trás.
Não adianta! Não vou (e não quero) ser feliz enquanto tiver este porta retrato teu na cabeceira da minha cama. Que, diga-se de passagem, tornou-se inútil. Só tenho dormido na sala por ser mais perto da cozinha.

Vou lá antes que fique tarde; não quero que meu uísque de 26 anos, complete 27.



Criatividade zero pra fazer outro. Ta aí o meu preferido.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ele não mais

Aos olhos dele talvez eu fosse a perfeição. Talvez tivesse criado nele a ilusão que o mundo seria salvo por mim. Nos olhos dele eu via a esperança de que a eternidade existia e que tudo fosse realmente igual é nos filmes. Não é. Não mais. Não mais vejo em você um mundo perfeito. Não mais vejo em mim a dedicação de fingir ser feliz. Não mais vejo nele o mesmo príncipe que vi.
Passou. Passou o tempo que penso em você quando faço as unhas ou quando penteio meus cabelos. Passou o tempo em que me vi sendo sua mulher. Passou o tempo de achar que você era uma vida. Amei muito a mim mesma procurando a felicidade e, quando encontrei, te vi como material descartável. Amei muito só pra te ver chorar.

domingo, 14 de agosto de 2011

censurado

o dono do blog censurou esse texto por conter coisas que vão além do que realmente deveriam ir.

procure no google por censurado.

sábado, 6 de agosto de 2011

XXXX

Hoje eu tenho duas mulheres que fazem minha vida valer à pena. Encontrei uma pra depois ter a outra.
Meu amor, teremos, em breve, a nossa vida nascendo. Viveria uma vida inteira só pra ter esse momento sendo realizado.
Hoje já tenho, as duas, presentes no meu dia a dia, presentes nos meus pensamentos e vivas nos meus sonhos. Tenho um coração grande, cheio de amor pra dar, sendo de vocês duas. Devo meus sorrisos (todos) a vocês. Tenho vivido tanto no futuro ao lado de vocês duas que eu me esqueço do hoje. Tenho achado o futuro tão perfeito que não tenho vontade de voltar a viver o hoje.
Eu desejaria dormir agora e só acordar no abrir dos olhos da criança mais linda do mundo. Não desejo por ter tanta vontade de viver todos os momentos mais perfeitos ao lado da pessoa mais perfeita. Não desejo por querer toca-la e dizer que a amo, todos os dias, até o fim da minha vida.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Frio, edredom e café.

Talvez seja essa a receita dos meus dias de frio. A questão de ter a janela aberta apenas pra sentir o vento gelado mesmo sabendo que estaria mais servido de calor se tudo estivesse fechado. Mas, se tudo estivesse fechado, você não estaria debaixo do seu cobertor que sempre parece mais macio nos dias frios.
Como se não bastasse isso tudo, ainda faço questão de ser servido do meu café (sempre forte). Dai quando você pensa que acabou e que não te resta mais nenhum conforto você olha pro lado e ve seu cinzeiro, seu papel e seu lápis.
E tem sido assim que tenho passado os dias: com frio, edredom e café.