sábado, 14 de abril de 2012

Talvez eu tenha começado a sentir vergonha de verbalizar as coisas que eu sinto, sabe-se lá o porque. Talvez fosse só preguiça de pegar um teclado ou um papel e uma caneta pra escrever. Apenas escrever.
Suponha que eu realmente esteja perdendo a vergonha (de novo) de dizer coisas sobre o amor. E aí? O que eu realmente conheço ou conheci sobre o amor pra poder falar sem parecer idiota. É meio difícil, mas ao falar de amor já parecemos idiotas. Idiotas apaixonados. No bom sentido, claro. Suspirar quando falar de alguém não é só coisa de desenho ou tirinha do Charlie Brown.
Eu gosto de acreditar que, independente do tempo que passe, eu ainda vou saber por quem eu escrevo. Você ainda vai saber porque eu escrevo. Falando em perder a vergonha, eu acho gostoso lembrar quando dancei descalço e você dançou calçada com o meu pé -em cima dele, sabe?! Igual pai e filha. Enfim... Dançamos descalços enquanto tocava uma música qualquer em um toca disco (é o que era na minha cabeça; minha volta à 1940) o que, pra muitos, seria apenas uma música. Estávamos em 1940 escutando músicas de pessoas que não era nem músicas na época. Mas era o meu 1940.
Eu não sei, mas, quem sabe, um dia, peguemos um DVD daquele filme favorito onde o cidadão volta para o passado e voltemos pra 1940.
Acho que acredito nisso pra acreditar que, um dia, tudo volte a ficar colorido.
Eu nunca quis dar só meio sorriso. Te daria o meu, se isso a fizesse sorrir como no início. Sempre fui inteiro e nunca quis e desejei mais nada.
A vida me reservou a melhor gestação da minha vida. Nada prematuro e nem tardio. Simplesmente os melhores 9 meses. Se tinha algo que eu queria, era te dar um sorriso inteiro e não só a metade dele, durante cada dia desses 9.
E como diz a música "até quem me ve, na fila do Paul, sabe que eu te encontrei". Não é preciso me ver em uma fila ou se quer me ver, pra saber que te perdi. Não sei em qual momento, ou porque, nós nos perdemos. Em alguma parte dos nossos caminhos a gente se desencontrou. Não resta o que fazer a não ser deixar que o vento (qualquer vento) sopre na nossa cabeça ideias que nos façam (re)encontrar o caminho.
Prefiro passar dias de muita chuva sem você do que fazer com que um dia lindo em nossas vidas comece a chover. Entende?! Eu simplesmente não aceito que fiquemos juntos sem sorrisos.
E eu não faça nada a não ser esperar. Esperar pelo dia que o nosso caminho seja o mesmo e que tudo volte a ser como eu tinha certeza que ia ser.
O meu pensamento continua sendo unico, assim como todos os meus planos. Se a pausa foi necessária, é porque era pra ser.
Continuo sendo egoista aponto de querer continuar sendo a unica tatuagem do seu corpo. Quero que você seja egoista a ponta de querer ser a unica tatuagem do meu.
Que tudo se acerte e que o melhor de nós volte logo. Já sinto saudades.


Eu ainda acredito na Sophia.

domingo, 11 de março de 2012

101

E é olhando uma foto sua que percebo que eu tinha de tudo pra ser feliz. É lendo suas cartas, já rasgadas, que percebo que fiz a burra e estúpida questão de jogar minha felicidade fora.
Fantástica e divina fábrica de arrependimentos que se tornam nossas atitudes. Cada palavra não dita se tornaria a melhor solução tomada. Cada palavra cuspida, se torna a mais equivocada decisão. Pergunto-me se foi alguma errônea decisão tomada por mim, somente, que me fez estar aqui: de roupão, com um copo de uísque e sentado diante da minha escrivaninha escrevendo essa falsa súplica de perdão -que nem eu sei pra quem é.
Olhar pra janela deixou de ser uma alternativa. Não me interesso em ver trânsito e brigas de rua na porta dos bares. Mentira. Minha cadeira fica de costas para a janela e me falta vontade de virar para trás.
Não adianta! Não vou (e não quero) ser feliz enquanto tiver este porta retrato teu na cabeceira da minha cama. Que, diga-se de passagem, tornou-se inútil. Só tenho dormido na sala por ser mais perto da cozinha.

Vou lá antes que fique tarde; não quero que meu uísque de 26 anos, complete 27.

quinta-feira, 8 de março de 2012

100

Você vai achando pequenas coisas que mostram o quão importante é não se importar com outras coisas pequenas. Aprende que, só depende de você, definir as proporções. Sorrir para o improvável e tentar nunca ser deixado pra trás.
Aprender a conviver com o desapego e ver que nem tudo é realmente do jeito que tem que ser. Faça do desapego o seu melhor amigo, alguém que será sempre bem vindo pra você. Nem sempre é o fim, nem sempre é o precipício. Sempre, SEMPRE, da pra tirar um coelho da cartola e abrir um sorriso no final do truque. Quando for pra acontecer, acontece. A pressa não leva à coisas boas. A pressa não leva.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Saudade

Um abraço que faz falta, um sorriso que faz falta. Saudade é um sentimento que poucos, porém felizes, sabem o verdadeiro significado. Felizes aqueles que amam e sentem saudade. Que amam a saudade que sentem.
Saudade da pessoa, do sentimento, dos momentos. Saudades.
Trazer tudo na memória, só os bons momentos, apenas pra sentir saudade e, com isso, se sentir bem. Bem por saber que viveu o que muitos não vivem, por sentir o que muitos não sentem. Muito feliz quem sente os melhores sentimentos dentro das menores situações.

Sim, eu sou feliz.