sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sem gelo, por favor

E é olhando uma foto sua que percebo que eu tinha de tudo pra ser feliz. É lendo suas cartas, já rasgadas, que percebo que fiz a burra e estúpida questão de jogar minha felicidade fora.
Fantástica e divina fábrica de arrependimentos que se tornam nossas atitudes. Cada palavra não dita se tornaria a melhor solução tomada. Cada palavra cuspida, se torna a mais equivocada decisão. Pergunto-me se foi alguma errônea decisão tomada por mim, somente, que me fez estar aqui: de roupão, com um copo de uísque e sentado diante da minha escrivaninha escrevendo essa falsa súplica de perdão -que nem eu sei pra quem é.
Olhar pra janela deixou de ser uma alternativa. Não me interesso em ver trânsito e brigas de rua na porta dos bares. Mentira. Minha cadeira fica de costas para a janela e me falta vontade de virar para trás.
Não adianta! Não vou (e não quero) ser feliz enquanto tiver este porta retrato teu na cabeceira da minha cama. Que, diga-se de passagem, tornou-se inútil. Só tenho dormido na sala por ser mais perto da cozinha.

Vou lá antes que fique tarde; não quero que meu uísque de 26 anos, complete 27.



Criatividade zero pra fazer outro. Ta aí o meu preferido.