Eu não aceito a ideia de escrever só em momentos miseráveis da minha vida. Criei um certo vicio-hábito de só escrever quando eu me sinto a pior pessoa do mundo. Por mais que eu tente mudar, não consigo. O paradoxo da história é que tenho vivido os melhores dias da minha vida e, por não conseguir escrever, fico infeliz. Não com a vida, mas com o não conseguir escrever.
Não era pra ser assim, entende? Tenho vivido dias perfeitos, com (quase) tudo dando certo. Agora me expliquem: por que, quando tudo vai bem, nada flui da cabeça pro papel?
Ultimamente só uma coisa tem fluido perfeitamente da cabeça pro papel: sentimentos. Sentimento esse que não se coloca em blog ou coisas parecidas. Sentimento esse que se coloca em um papel e guarda em um envelope azul. Sentimento esse que tem endereço, nome e sobrenome.